quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Medindo reputações com listas de melhores do ano - #listadaslistas 2017 - parte um - Top51


Tudo começa com discussões sobre ferramentas para curadores de Música de festivais e casas de Música, no distante ano de 2013. Que tipo de critério para escolher artistas poderia existir nessa nova cara da Música, imaterial, pulverizada, milhares de artistas disputando espaço e atenção em condições parecidas e precárias, com acesso aos meios digitais e às mídias sociais?
A partir de algumas leituras passei a defender a tese que “reputação” poderia ser um ponto de partida. Programadores musicais levam em conta a reputação de artistas novos, o que se fala sobre eles é ponto importante de avaliação. Gastei meu latim elaborando o assunto, veja aqui, história antiga.

Como consequência da discussão, surge a idéia de olhar para as listas de “melhores do ano” como uma declaração por escrito, uma recomendação, um testemunho que, sim, pode construir reputações. Quem for  indicado em mais de uma lista de melhores do ano tem algo a mais acrescentado à sua reputação, #listasdaslistas podem ser um indicador de reputação.
No final do ano de 2013 começamos a coletar listas publicadas e juntá-las numa planilha. Os resultados eram surpreendentes, alguns artistas conseguem aparecer em listas bem distintas. Depois de dezenas de listas compiladas publiquei o resultado e a #listadaslistas de 2013 deu uma interessante repercussão.

Consegui juntar mais gente disposta a ir buscar respostas  e fizemos a compilação dos melhores de 2014, agora com mais de 50 listas e resultados sempre curiosos e surpreendentes. Estas listas anteriores estão disponíveis na aba “Todos os anos”. Por motivos de correria no CCSP não voltei ao assunto nos finais de ano de 2015 e 2016, mas se houver demanda talvez se levante as listas de 2015 e 2016, até para se verificar as possíveis consequências de se pontuar bem numa lista dessas, acompanhar a evolução das carreiras.

Em 2017 voltaram as conversas sobre os festivais, ficando claro sua importância na consolidação de uma cena nacional composta por varias cenas regionais circulando pelo país. A mudança de rumo do edital da Natura, abrindo espaço para apoiar uma dezena de festivais confirmava esta percepção. A SIM São Paulo, no início de dezembro de 2017 conseguiu juntar representantes de 60 festivais, as conversas pegaram fogo, me senti animado a voltar ao assunto. Aproveito para deixar público o agradecimento pelo prêmio que me deram, tipo pelo conjunto da obra, na hora fiquei tão passado que nem agradeci direito, nem fiz discurso. Muito obrigado, pronto.
Logo depois, cruzei o Elson, parceiro da lista de 2014 e começamos a trabalhar. Elson Barbosa, na vida real um cara de TI, toca o selo, site e comunidade Sinewave, nas horas de folga de seu emprego. Em seguida juntou-se a nós Juliano Polimeno, que toca a Playax com seu sócio Daniel Cukier, uma empresa de dados sobre Música. Elson trouxe a bordo Rafael López, do site Hits Perdidos, um colecionador de informações sobre bandas. Iriamos trocar idéias num grupo de zap madrugada afora, pensando em estratégias para coletar mais listas, em como coletar cada vez mais dados e ter precisão no levantamento. Subitamente já não eram só as listas de melhores do ano.

Fomos almoçar e nos conhecer pessoalmente e compartilharmos nossas diferentes visões sobre a #listadaslistas. Algumas coisas ficaram mais claras. Primeiro, que a #listadaslistas é um recorte bem definido e restrito, onde aparecem somente artistas que lançaram trabalhos considerados “discos”, basicamente um pacote de canções, a maioria em CDs, alguns em LPs e outros em formatos virtuais, imateriais e até EPs. Além disso, são trabalhos lançados durante 2017. Isso já define que o nosso universo é um pedaço bem pequeno da Música Popular Brasileira, os “discos de 2017”, porém o conjunto é importante, porque é o cenário dos artistas que estão em plena forma, produzindo, disputando a nossa atenção com o seu melhor e mais bem executado trabalho artístico, discos que são elaborados de forma completa e sofisticada, maduros e prontos para serem apreciados, a nata da Música Brasileira, podemos dizer.

Depois de algum debate fechamos o conceito de quais listas fariam parte da busca. São listas públicas e publicadas, em qualquer meio, escolhendo e apontando melhores discos de 2017. Isto é uma espécie de certame com regras comuns a todos, são listas da mesma coisa. Cada indicação em uma lista conta um voto para aquele disco, não interessa a colocação dentro da lista. Finalmente, só vamos anotar os discos nacionais, mesmo que dentro de uma lista junto com internacionais. Mas que critério as pessoas usam para escolher seus melhores do ano? Isto foi um bom bate boca, mas a conclusão é que o critério soy yo.
São escolhas subjetivas, questão de eleição de foro íntimo, gosto pessoal, chame do que for, mas fica em pé a constatação de que alguns artistas conseguem ser percebidos como melhores por mais gente que outros. Por algum alinhamento de sentimentos, talvez por terem artistas e votantes a mesma sensibilidade naquele momento, por motivo quântico ou de zeitgeist, tanto faz.

Outro ponto importante: quem faz listas de melhores discos do ano em pleno 2017? Como vivem? O que pensam estas pessoas? De que se alimentam? Em nossa conversa, concluímos que dá trabalho fazer uma lista dessas, não é um impulso fútil, por isso iremos buscar todas as listas que conseguíssemos  durante o período em que são publicadas, entre o início de dezembro até 31 de de janeiro. Este é um fenômeno pontual, bem localizado.
Ao final, depois de buscas intensas conseguimos identificar 122 listas, que representam recomendações feitas por um número enorme de votantes. Uma boa parte são listas individuais, pessoas que tem este olhar catalogante, jornalistas, profissionais que cobrem a área, blogueiros e amadores que se dispõem a organizar suas preferências e anunciá-las.
Outra parte são coletivos, comunidades, ou comitês que se juntam no esforço de debater, compilar e promulgar uma lista dos seus destaques e preferências numa lista única. E ainda existe um número de listas que são consequência de apuração de votos de leitores, exercícios de democracia do gosto, algumas listas onde se votou numa pré lista organizada e em outros o voto é da livre escolha dos votantes.
Como curiosidade, mas com razoável grau de acerto com relação à nossa #LdL final, bem coerente, juntamos uma lista que é o resultado de uma busca no gugol por  “melhores discos de 2017” e vem uma lista de 50 discos, com uma apresentação especial das capinhas dos álbuns de música, como ele chama. Todos esses sempre contando um voto para cada disco em cada lista.

Mas como evitar distorções que pudessem vir de panelinhas, das brodagens ou de manobras ilícitas? Chegamos à conclusão que votações de grupos de interesse vão se diluindo no conjunto das listas. Sempre é uma constante preocupação de curadores não ser apanhado em manipulações que criam falsos públicos, tão comuns em likes e números de seguidores. Isto ficou fácil de perceber, pois existem listas que votaram apenas em discos de seu estado ou em gêneros bem estreitos, nestas listas aparecem alguns que se destacaram por ser votados em outras listas e é por isto que estas listas contribuem no resultado final, sem deformá-lo. Além disso, uma boa votação pode até ser resultado de um bom trabalho de divulgação dirigido, isto é licito e mais ainda, saudável demonstração de profissionais trabalhando no ambiente da música autoral.

Então, temos um conjunto de obras da mesma espécie, sendo votado por outro conjunto de votantes razoavelmente heterogêneo, gerando uma espécie de estatística que está se dispondo a apontar os mais recomendados como melhores, no campo minado do gosto pessoal. Claro que isto é para ser tomado diluído em gotas e com bastante sal, não é rocket science, está mais para humanas. O que nos interessa mesmo é como a observação do fenômeno pode gerar entendimento, opiniões, e especialmente descobertas sobre o que acontece na Música Popular Brasileira neste momento.

Para facilitar a sua tarefa, vamos apresentar o Top51 da #listadaslistas de 2017. Estes são os 51 artistas, e seus discos, que tiveram mais de dez recomendações, os 51 melhor votados. Não é fácil ser incluído em dez listas, requer visibilidade bem alta. A lista prossegue por mais 506 nomes, todos com votação abaixo de dez listas. No total, 557 discos foram apontados como melhores do ano, isto é uma safra espetacular.

Alguns aspectos estatísticos deste Top51 surgem imediatamente. Um terço destes 51 mais recomendados está no seu Primeiro Disco, barbaridade! Muitos destes estão na estrada há anos, ou então é seu primeiro trabalho solo, mas este é o primeiro disco. Quer mais? Um quinto está no segundo trabalho.Somando os dois dá  53% deles com menos de dois discos. Pode se dizer que a cena está se renovando aceleradamente, é verdade.
Outra coisa pula das lista dos Top51: os grande vendedores, os comerciais,  não são recomendados. Isto é um fato. Alguns artistas consagrados aparecem na lista modestamente e porque tem trabalhos que se destacam , recebem recomendações merecidas, se me perdoam. Dos lacradores, apenas Pabllo, para dizer que há alguma conexão com a parada de sucessos.
O Top51 reflete um Brasil das artes que conhecemos, com predomínio do eixo SP/Rio com 59%, o restante espalhado pelos estados. Tem espaço para muitos gêneros, mas é pop,  percebe-se a presença vibrante de um novo rap, que trabalha com legados, com musicalidade e com profunda honestidade poética.
Os gêneros não são muito claros, muita coisa foi classificada como MPB de forma genérica, bastante hip hop, tem samba, tem rock, afros e vários pós tudo, a lista é bem contemporânea e reflete as ondas da sociedade, inclusive na proporção de dois homens para cada mulher, fruto da maioria absoluta de votantes homens.
Um terço dos discos foram lançados até o início de junho, outro terço entre junho, julho e agosto e o terço restante após setembro.

O que no inicio era apenas buscar listas e computar votos transformou-se por pura paixão em recolher todos os dados; Elson, Rafael e Juliano se esmeraram em ir buscar muitas informações que começam a formar um Mapa da Música. Rafael trouxe a produção completa de vídeos de cada artista, com os diretores. Quem são as pessoas que trabalham com estes artistas? Quem produz?  Em que estúdio eles gravam? Qual o selo? De onde são? Dados que queremos abertos e mostrando uma cena musical profissional, competente, extremamente autonoma. Confira todas as abas.

A captura dos estúdios em que foram gravados os discos trouxe um destaque para o estúdio de RedBull em SP, uma instalação de ponta disponível para os artistas. Espero que haja uma DR com a Red Bull, porque isto é bom, mas traz queixas dos produtores, que veem estúdios particulares sendo fechados por isso.
Apesar de buscarmos com afinco, encontramos poucas informações sobre quem está cuidando da comunicação dos artistas, gostaríamos de poder preencher esta lacuna importante.
Temos startups surgindo no ecosistema da Música do Top51. A Playax, que ouve e mapeia tudo que acontece na difusão por rádio e web nos trouxe dados interessantes e precisos sobre execução em rádio e streaming, os números da internet, do período  de 15 de janeiro a 15 de fevereiro de 2018.
A Bananas, da Juli, cuida de listas do Spotify e está montando uma playlist com três músicas de cada um deles do Top51, siga e divulgue.. Se quiser conferir os discos completos há uma aba para ouvir, com links. A Tratore nos ajudou a apontar as distribuições, mas também falta terminar.
O trabalho deve prosseguir, ampliar o alcance,  queremos povoar as planilhas com dados e dividir com vocês. Precisamos voluntários, estagiários e estímulo.

Fim da parte um, agora vem a sua leitura e interpretação do samba, seus comentários, deixe lá seus contatos A partir desta conversa segue o baile. Os Festivais de 2017 e seu elenco estão sendo mapeados., se voce toca um Festival de Música, mande um email. A grande planilha estará disponível para interessados. Mande um email para listadaslistas@gmail.com

Melhor ir conferir o Top51 da #listadaslistas AQUI.


@penas fev18

sábado, 25 de julho de 2015

Uma Radio Municipal de São Paulo, AM, FM e Web.

“Radio é tudo. Queremos uma Radio Municipal em SP”
Tuitei isso no inicio de julho, a propósito de uma noticia do Meio e Mensagem, 58% da população ouve música no radio. Todo mundo ainda gosta de ouvir música no radio, enquanto faz outra coisa. A música no radio vem com algum comentário, fala-se do artista, do sucesso do momento ou da lembrança que a música traz, sempre um contexto, uma moldura para a música, uma familiaridade, como alguem que conhecemos e que conversa conosco. Penso nisso em oposição aos novos modos de consumir música, através de aplicativos no computador ou no celular, que são impessoais por mais que nos conheçam. Eu sou um tecnocrata e sei do que estou falando.


Temos experiências bem recentes mostrando que o radio pode tecer e unir uma comunidade, especialmente da cena musical, envolvendo todos os participantes, artistas, mediadores e público, de uma forma que fortalece  e projeta essa cena musical. A onda dos artistas do Pará foi criada a partir de uma radio pública, a Funtelpa FM, que  gravava e punha no ar os artistas locais. Bastava a audiencia pedir e ouvia de novo, dai vinha a popularidade, os artistas ganhavam destaque e a partir deste inicio alcançaram reputação nacional.
Aqui perto de nós, em São Carlos, a UFSCAR FM, uma radio universitária conseguiu criar audiência e relevo com uma rica programação envolvendo dezenas de programadores amadores fazendo programas semanais de suas especialidades e um sábio mix de músicas, com um ciclo de uma nova, uma velha e uma internacional. Hoje fazem parte do circuito das bandas e tem um festival importante na América Latina e no Brasil.


Por isso o radio pode ser tão importante para a música que acontece hoje aqui. São Paulo não nos parece, mas é uma Cidade da Música, uma das mais importantes do mundo, tanto pela produção quanto pelas múltiplas audiências da música ao vivo. Temos dezenas de casas de música autoral, centenas de festas de todos os matizes, os grandes festivais do mundo convergem para cá; temos os clássicos de qualidade mundial e também os novos gêneros arrastando multidões no funk. Os novos artistas do Brasil inteiro vem consolidar suas carreiras aqui, e daqui saem para fazer turnês pelo mundo todo, artistas brasileiros de São Paulo.


Ironicamente, apesar desta pujança na música ao vivo, que deve crescer muito ainda, nada disso toca nas radios daqui. Nada de variedade, nada do que queremos. O grosso da programação está comprometido com um único gênero, o sertanejo pop de mil caras, por uma questão comercial.

Talvez, como Mario de Andrade já queria, precisemos de uma Radio Municipal, que seja educadora e cultural, paulistana, jovem como sua população, imersa neste fluxo de talentos e criatividade que não para, não para. Uma radio que ouça os seus ouvintes e nos mostre os saraus, as batalhas, o choro, esse tanto de música instrumental e autoral, as bigbands, rock, jazz e samba, o experimental, os esquecidos dos anos 80, dos 90, o violão brasileiro, as cantoras, que explique que Teló é chamamé, uma radio que saiba que os grandes produtores, as parcerias e colaborações com o mundo todo mostram São Paulo em alto relevo . AM, FM e Web, afinal, todo o mundo quer ouvir isso.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Post no facebook desencadeia discussão de alto nivel. Gelei.


Como não sei o que será amanhã, copiei esta sequencia de comentarios embaixo da noticia da publicação aqui no Peripécias. Tipo guardando para editar um dia. O tema está se construindo coletivamente. Discussões da pesada aqui em baixo mas além disso, ganhei tres estagiarios - com todo amor do mundo - que estão ajudando a ampliar a planilha e revisa-la. A mala está aberta ali, eu sem tempo de mais aqui. Foi assim por enquanto:

Estou perseguindo o tema da Reputação e soltei mais um texto dedicado aos amigos. Listas de melhores do ano podem medir reputações? Lá tem uma lista das listas, com 39 listas compiladas e resultados surpreendentes para a maioria - não para voce, claro.

http://penas.blogspot.com
Curtir ·  ·  · Ontem às 17:31 · Editado · 
  • Fabrício Nobre Sendo assim : Emicida, Apanhador Só e Boogarinssão os artistas brasileiros com melhor reputação do último ano?!
  • Fabrício Nobre ótimo texto, ótima planilha, excelente para quem vai programar shows esse ano... gostei!
  • Pamela C. F. Leme · 105 amigos em comum
    Bom levantamento, Pena. E ainda há muito trabalho (árduo) pela frente. Falando nisso, será que vamos ver a estreia do Apanhador Só em Goiânia este ano, Fabrício
  • Fabrício Nobre Pamela, seria uma honra ter o Apanhador Só, basta aceitar a proposta básica para construir uma reputação aqui... bandas godas confirmadas, a segunda lista do BANANADA vai ser melhor que a primeira... ainda cabe... tem mando um email.
  • Cacá Machado Na mosca professor!
  • Pena Schmidt Fabrício Nobre , esta é uma primeira tarrafada, que deu este resultado assim meio não previsto mas satisfatório. Se eu tivesse 4 estágiarios ia colocar a cidade de cada um, pra fazer o mapa da produção de reputações. Ia ver quem tinha quantos discos, pra saber quem ta chegando agora e quem está renascendo agora, tipoGuilherme Arantes. A partir dessa lista na mão a coisa cresce!
    há 23 horas · Editado · Curtir · 3
  • Fabrício Nobre mas é isso... REPUTAÇÃO!
  • Fabrício Nobre vou fazer um show do Criolo amanhã aqui, e vou mandar um texto contando das 4 vezes que ele veio aqui... ao que me parece comprova em 100% sua tese.
  • Pena Schmidt Cacá Machado apesar de voce fugir das cameras, seu disco te representa bem no universo.
    há 23 horas · Curtir · 3
  • Cacá Machado Pois é fiquei surpreso! E feliz. Muito boa essa sua ideia sobre reputação contemporânea na cultura digital Dr. Pena Schmidt! Existem blogs que formam opinião, outros que fornecem conteúdo.. é por aí, professor? Agora me diz onde estão as câmeras porque adoraria encontra-las!
    há 23 horas · Curtir · 1
  • Pena Schmidt Ambos estão acescentando pontos se estão te citando ou recomendando, né Cacá Machado. Aproveita o frio ai que aqui tá fogo. E não chove suficiente.
    há 23 horas · Curtir · 1
  • Cacá Machado Abraço quente da grande maçã congelada!
    há 23 horas · Curtir · 1
  • Juliano Polimeno e precisa acompanhar, pra sentir os efeitos da reputação. aumentou os shows? o publico? o download? o ovo ou a galinha?
    há 22 horas · Curtir · 1
  • Pena Schmidt É definitivamente incremental Juliano Polimeno. Podem haver saltos, mas sempre com o sentido público > artista > reputação > público. Se houver manipulação ou distorção no processo, é porque virou fama ou popularidade e estas coisas são bem diferentes ...Ver mais
    há 21 horas · Curtir · 1
  • Juliano Polimeno e essas listas tb não são de alguma forma 'midiaticas', 'aparencias'? Cade o publico ali? Tá bonito, mas tem que cavar mais, achar outras métricas pra montar o mapa. Popularidade real, conquistada, é uma delas, espalha a reputação de um pro outro, às vezes geometricamente.
    há 21 horas · Curtir · 1
  • Pena Schmidt Não me aperte! São listas de recomendações, declaradas em público. Não são o público! Minha expectativa é de que, em bloco, sejam representativas dos sentimentos do público, empirismo puro. A midia trabalha noutro processo, tentando impressionar, convencer, empurrar goela abaixo do público, por método de assegurar audiencia. Sim, é apenas a primeira tarrafada e meus 6 estagiarios vão ralar. Popularidade é meta, mas antes estamos lidando com os pequenos públicos, pequenos palcos, festivais modestos no território do pais. É onde nasce a safra. É onde existem curadores.
    há 20 horas · Curtir · 3
  • Pena Schmidt Falei do metacritc outro dia, do Deafheaven, campeão de indicações surpresa não óbvia e não comercial e o Apanhador Só, com a mesma performance e ambos estarem com a mesma paleta emocional. Isso talvez seja o tal de zeitgeist. Alias vou ouvir Sunbather e depois Antes Que Tu Conte Outra enquanto arrumo a mala pra ir pra Australia. Bom Carnaval.
    há 20 horas · Curtir · 2
  • Pena Schmidt Ruth Daniel, you can use this for your own revolution.
    há 20 horas · Curtir · 1
  • Fabrício Nobre have a safe trip e volta logo... sábado to com rock no Ibira!
  • Joao Lemos esse material é excelente, tem que ter todo ano agora! 
  • Pena Schmidt Preciso de estágiarios Joao Lemos .
    há 18 horas · Curtir · 3
  • Fabrício Nobre olha aí...
  • Joao Lemos ué, bora
  • Pena Schmidt Pode ir anotando de que cidade/uf é cada artista. Onde trabalha agora. Com calma João Lemos.
    há 18 horas · Editado · Curtir · 2
  • Tassio Lopes Dale Pena Schmidt! Muito bom tá no empurrão inicial e ver o resultado gerado. Material fundamental para bandas e produtores. Em breve vem mais material gerado das reuniões do TNB Toque No Brasil. Abs
    há 18 horas · Curtir · 3
  • Fabrício Nobre agora o trem tá querendo... Pena Schmidt , TNB e Rede de Festivais... e com Joao Lemos de estagiário e guitarra com superfuzz !!! VAI QUENTE!
    há 18 horas · Curtir · 2
  • Elson Barbosa Sensacional esse trabalho!

    Pena Schmidt, posso fazer algumas sugestões?
    ...Ver mais
    miojoindie.com.br
    Um ano de transformações para a música brasileira. Depois da coleção de obras qu...Ver mais
  • Pena Schmidt Anotado, com calma.
    há 17 horas · Curtir · 1
  • Elson Barbosa Mais três comentários:

    - A lista da Rolling Stone só tem 10 votos, e está linkando para a enquete dos leitores. Poderia incluir o Top 25 que saiu na revista.
    ...Ver mais
  • Gabriel Pansardi Ruiz Sensacional, Pena Schmidt. O exercício de ver, conhecer, ouvir, pegar novos links e descobrir a musica brasileira é delicioso e aposto que a maioria aqui o faz com maior ou menor intensidade. Mas, o trabalho que fez de compilar, somar, refletir e construir toda uma lógica - que faz muito sentido, diga-se - é um grande serviço a Musica. Obrigado. E conte comigo nesse time dos estagiários.
    há 16 horas · Curtir · 1
  • Pena Schmidt Elson, já te pego!
    há 15 horas · Curtir · 1
  • Shannon Garland Pena: Qual é a diferença entre listas e o tal "mídia" que vc diz só querer empurrar e vender? Todos sabemos qual é a diferença superficial, podems dizer de alguma forma que é de intenção ai, mas diferença com respeito a necesidade de ganhar reconhecimento? E falando disso, vc parte do "empirismo puro" de ver as listas como "representativas dos sentimentos do público," mas será que as listas mediam mesmo os desejos do público ou mas bem que são formadores de opinião, como vc memso diz no texto. Acho que pra avançar em como disenhar sistemas sustentáveis pra criar e disfrutar da arte (aka, a vida), tem tirar essas divisas conceituais que temos ainda que separam comunicação do público, representação do representado, etc. etc. Só pra deixar uma provocação metodológica/conceitual...e eu diria empírica também (pq essa realidade digital tá mostrando que não é assim mesmo, e nem era antes. http://www.scribd.com/.../Warner-Michael-Publicos-y...)
    it.scribd.com
    so)rlqnderluol I so)rlqnd ..-l-F5. o U d) .f o_ J d F z u U co .l o J o- q .9 3 ...Ver mais
  • Juliano Polimeno troca 4 estagiários por 1 programador
  • Pena Schmidt Ja tenho dois estagiarios trabalhando... o terceiro ainda não acordou. Programadores são para executivos e eu sou apenas um filósofo colecionando evidencias.
  • Juliano Polimeno Programadores não são para executivos.
  • Pena Schmidt Programadores só depois que houver um plano, melhor?
  • Juliano Polimeno Bem melhor. Joga na comunidade Open Source que chove gente.
  • Juliano Polimeno ainda encucado com a relevância das listas pra reputação...vou começar a colecionar métricas
    há 8 horas · Curtir · 1
  • Pena Schmidt Shannon Garland listas são voluntarias declarações em público, mesmo que publicadas na midia, funcionam como testemunhos. A ação da midia na questão "artistas" é top down - releases, manchetes, fofocas, sucessos de venda &c - sempre aplicando pressão difusa, não identificada, não personalizada. e com $$$ envolvido. Vou estudar o angulo, mas me parece que há uma diferença para a construção de reputação. A tentativa é descobrir se as listas, ao serem agregadas, pela lei das médias, alcance veracidade na "representação do sentimento". Formação de opinião a partir de recomendação é diferente de formação de opinião por saturação ou manadismo, básicamente a diferença que interessa é pelo uso de recursos. Recomendações são grátis. Saturação é tempo/espaço de midia. Jabá. Vou ler depois. tks bjs
    há 8 horas · Curtir · 2
  • Pena Schmidt SIM, Juliano Polimeno será sempre um sistema que reflita a realidade, construido a partir de poder de computação. Todos os dados, menos os que envolvem comércio...
  • Pena Schmidt Tenho me divertido imenso. Obrigado pela partida de frescobol na beira da agua, pessoas.
  • Shannon Garland Sim, eu acho que vc tá certo na diferença quanto à reputação, mas tem os assuntos primeiro da abordagem das pessoas que lêem: tem uma razão que se paga jabá ainda pra aparecer na mídia tradicional, e esse é porque é muita visibilidade e também pq uma pessoas tomam a aparência lá como sinal da boa qualidade. Além de que maioria das pessoas não querem-se ir atrás de coisas mais especializadas. Dai do outro lado tem as pessoas que normalmente estão mais próximos pessoalmente aos músicos, como vc diz no texto original, e estão construindo extamente pra contrapor a legitimação das grandes mídias—nesse esquema as grandes mídias são falsas pq envolvem dineiro e é pra promover, enquanto no blog é “verdadeiro” pq sai duma intenção pessoal de compartilhar gostos. Então se os blogs valem mais prà reputação é pq são tomadas de auténticos, né. Mesma coisa do indie de sempre. Representa sentimento sincero, mesmo as pessoas sabendo que parte disso sai da brodagem. Mas esse é ponto, não é que tem uma diferença entre músico, público, e escritor mediático, é tudo a mesma bolha, com as listas servindo pra construir o público da mesma forma, se não de escala, que as mídias tradicionais. Quero dizer que acho que não é possível tomar a representação nas listas como representação de um sentimento do público, porque essa representação também construe esse público. Pra mim a questão é: qual público? Ajudam a expandir a representação das bandas pra mais pessoas, ou simplesmente ajudam a solidificar a bolhinha? Acho chamativo o fato que, quando os blogs tem votação por público, e alistam quantas pessoas votaram em cada disco, são pouquíssimas pessoas que votam. É isso o momento difícil da música né, porque tudo virou bolinha de gosto e amizade (e acho isso lindo!), mas pra poder sair pra frente como artista precisa de 1) reconhecimento mais amplo, ou 2) que os produtores são parte dessas mesmas bolinhas: vc estão dizendo que quer pesquisar qual é efeito nessas listas e essas representações nas escolhas dos produtores de shows, festivais, etc. Ai entra em toda a lógica bourdieiana de “campo da produção cultural” né. Bom, já tou falando demais. Mando parabéns prà inciativa, mas deixo uma preocupação metodológica: a “métrica” é a melhor forma de avaliar repercutação e qualidade? É essa a lógica que a indústria, tipo daqui, usa: quantos likes no feic, quantas vistas no youtube, etc. Sendo que é possível também pagar pra ganhar mais desse números? Agregar os números de listas serve o que? O quer serviria, por exemplo, traçar as conexões pessoais nessas minia “cadeias produtivas”? Valeu a usurpação do teu wall. Bj!
  • Pena Schmidt Shannon Garland A conversa mal começou! Preciso formular melhor uma coisa: apesar de usar métrica e procurar uma escala de valores, queria externar um sistema se movendo constantemente e que não se move apoiado na escala. Não são mais vendas ou likes ou views, que são coisas duras, sólidas e que tem permanencia. Nas listas eu vi expressões de opinião, de apreciação, que são voluveis e da mesma natureza dos comentarios - não dos likes. Uma foto de um instante do sentimento dp pessoal que curte musica e faz lista. Se listas influenciam no varejo e por isso afetam o atacado, indicaria que a música autoral consegue abrir espaço para reconhecimento mais amplo, sem mexer em grana. Sim, é o mais puro campo da produção cultural e é para ai que a música pop se desloca como um todo, saindo da massa e seu mercado, mas podendo ser do tamanho da cultura. E vai continuar a existir mercado de massa para quem gosta de macarrão.