sexta-feira, 19 de setembro de 2008

André Midani, vou ler seu livro agora!

Oi Pena,
Tudo bem?
Estou fazendo um freela para a revista RG Vogue e preciso de uma ajuda sua.
A próxima edição terá uma matéria sobre o André Midani e fiquei responsável por juntar declarações de gente bacana que o conhece, como vc. Meu deadline é até amanhã, ao meio-dia.
Eu preciso saber como vcs se conheceram e se tem alguma história engraçada que vc se lembre.
São só esses dois tópicos.( Maíra Goldschmidt)

André já era uma lenda nos tempos do Olimpo.

Eu sabia que ele estivera presente no momento Bossa Nova e na transformação da Philips/Phonogram em gravadora com o dream team dos melhores artistas. Calou fundo em mim o Chico Buarque na Phono 73, era pra ser uma festa de sua gravadora, cantando – Pai, afasta de mim este cálice – e a censura fechando o microfone, outro microfone era colocado na frente dele, que cantava de novo o refrão – Pai afasta de mim este cálice – e novamente o microfone era cortado até que havia uma floresta de microfones na frente do Chico e eu pensava comigo que André Midani, o presidente da gravadora, era um cara destemido mesmo.

Anos depois, criei coragem para perguntar se ele queria falar de umas bandas novas de São Paulo. Vamos almoçar no Rodeio, nosso primeiro tete a tete, ele paciente e cooperativo na conversa, delineamos um plano de vir buscar estes novos artistas, com calma, criando expectativa enquanto se lançava uma música depois da outra, um pacote de varios compactos, idealmente todos gravariam seu primeiro compacto com duas músicas e iriamos fazendo uma seleção natural para ver quem gravaria os compactos seguintes, até que chegasse o momento de se fazer os LPs, que deveriam ser consagradores, incluindo as músicas de sucesso dos compactos. André manteve sua palavra e tres anos depois já tinhamos um elenco com sucessos, saindo os primeiros LPs e vendendo bem, artistas que trabalham no ramo até hoje, coisa rara: Ira, Titãs, e Ultraje.

Quer saber, é incrivel a quantidade de artistas que trabalharam com André Midani e tem uma carreira até hoje.

Tenho certeza que não é coincidencia nenhuma.


Foi uma questão de algumas horas. Depois que enviei este breve relato, Marisa Tomazela me apresentou o livro dele. Só folheei e já gostei. Sou um privilegiado por ter tido André como mestre.

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