Nas andanças por ai, apareceu este artigo no blog do Lenny Beer, que escreve no Hits Daly Double, uma revista do entretenimento/radio/showbiz e discos, o complexo fonografico, modelo antigo. Coisa de profissionais calejados para ratazanas do mercado. Zero Arte. Uma folheada mostra a animada dança das cadeiras na industria, a fofoca que o ex capitão da EMI teve de devolver as chaves de um belo apartamento corporativo em Londres ao ser despedido pelo novo dono do Abbey Road. Outra matéria é sobre o torneio de golfe entre os donos da midia, ou ainda a noite de caridade em beneficio da fundação que tem o nome da própria mulher do Gene Simmons do Kiss, um empreendedor maniaco. Enfim, deu para perceber que o negócio são os negócios.
Pois o Lenny Beer parece que anda lendo o Lefsetz que citei ontem e foi tomado por um súbito acesso de auto crítica, se perguntando o que pode ter causado tamanho revertério no gentil mundo da música que fazia um adolescente gastar seus trocados em singles de 45, aqueles que tinham um furo grande no meio e que continham música tão poderosa que fizeram ele se dedicar a trabalhar com isso a vida inteira. Como foi acontecer este pesadelo? Parte 1.
Seguem-se alguns metros da melhor prosa sobre a industria fonografica, pelos leitores do referido magazine. Uma parte dizendo que deve se incluir os meninos que fazem downloads ilegais no rol dos terroristas procurados e outra parte, a maioria, simplesmente apontando com incrivel precisão para a própria industria e sua cobiça e má administração, repetindo, agora com conhecimento de causa, como teria sido fácil cooptar o Napster, como a internet teria multiplicado por mil o poder e a glória, como foi que eles - geralmente os ex patrões - foram tão cegos e perderam tudo.
Perderam o radio, para as radios que só tocam comerciais e leem noticias, perderam a arte perdida de descobrir talentos para o You Tube e por ai vai, quase sinto um gosto de vingança se não fosse tão triste.
A maioria concorda que a música vai bem, mas o negócio da música jamais será o mesmo.
Faço questão de por estas palavras ao vento aqui, porque sei que ainda não está sendo proferido este discurso em portugues e será necessario que se purgue esta culpa, para que começe a cair a ficha geral por aqui também.
Foi no meio da década de 1985 que música virou produto. Também acho.
Vale muito a leitura.
E preparem seu coração, porque vem ai a parte dois de "Como Foi Que Aconteceu Este Pesadelo?"
Ninguém entende um punk?
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Para acompanhar as passeatas da semana, um guia de vocabulário (por vezes
datado) do punk rock brasileiro dos anos 1980, com Mercenárias (foto),
Cólera, In...
Há 11 horas
estou aqui esperando a parte II...abs.
ResponderExcluirHello. This post is likeable, and your blog is very interesting, congratulations :-). I will add in my blogroll =). If possible gives a last there on my blog, it is about the MP3 e MP4, I hope you enjoy. The address is http://mp3-mp4-brasil.blogspot.com. A hug.
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